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EDUCAR E FORMAR COM AFECTIVIDADE
Uma família, devidamente avaliada e acompanhada, é sempre
melhor para a criança do que a mais qualificada das instituições.
Efectivamente, o papel do pai e da mãe, sejam eles os pais biológicos
ou adoptivos, desde que movidos pelo amor, são figuras insubstituíveis
no processo de criação e crescimento das crianças.
Assim sendo, só o elevado número de crianças em situação
de potencial adopção - cerca de 16.000 - justifica a manutenção
das instituições que trabalham nesta área de acolhimento
e educação/formação.
O Instituto Profissional do Terço e os seus Corpos Sociais, em
exercício, estão cientes da enorme responsabilidade da sua
missão e estão apostados, em colaboração com
o Tribunal de Família de Menores e a Segurança Social, em
rever todo o seu modelo de organização para dar uma resposta
com qualidade educativa e afectiva a este desafio de vidas em risco.
O acto de educar é complexo e desenvolve-se segundo um processo
de construção permanente, baseado na mútua confiança
entre educador e educando, e onde o afecto e a compreensão ajudarão
a fruir os ajustamentos e as correcções. É fundamental
o conhecimento da cada um dos educandos para o educador regular a sua
intervenção e parece-nos indispensável valorizar
sempre as evoluções e resultados positivos, não acentuando
os insucessos, isto é, a educação pela positiva deve
prevalecer como auto-reguladora do processo educativo.
O Plano de Actividades a construir anualmente com os educadores e educandos,
deve reflectir a acção dinâmica educativa necessária
para executar o Projecto Educativo e dinamizar a inter-acção
educador-educando, abrindo perspectivas concretas e calendarizadas para
motivar uns e outros na construção de uma educação
actual/actuante concebida à imagem de educandos carenciados de
compreensão e afecto, e de educadores que os olham como se de próprios
filhos se tratassem, numa cadeia de cumplicidades baseadas no respeito
mútuo e na afectividade como instrumentos capazes de suprir as
ausências de uma família convencional.
São estas preocupações feitas objectivos do programa
de acção dos actuais Corpos Sociais que reforçam
a adopção que fez, em sede de eleições: “EDUCAR
E FORMAR COM AFECTIVIDADE”.
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